Já estão de olho
18 de agosto de 2008
Gente, em nota publicada no “Painel de Esportes da Folha”, parece que o pessoal de Brasilia já está com a pulga atrás da orelha com relação ao COB.Na Comissão de Orçamento do Congresso tem gente afim de criar uma CPI para investigar como o Comite Olimpicop Brasileiro gastou o dinheiro público visando Pequim.
Não é mole: Caixa Economica, Petrobrás, Correios, Eletrobrás, etc. Os farejadores pretendem seguir o rastro da grana até a chegada aos atletas.
Já não era sem tempo, porque mesmo com os resultados mediocres do Panamericano no Rio, o fiasco nessa Olimpíada é mesmo para ser investigado, e muito bem investigado.
O carnaval que o COB faz, e as promessas de bons resulatdos - alem do trem da alegria para cima e para baixo com Ministros, Prefeitos e Governadores – são mesmo para desconfiar.
Seria bom alguem dar um pulinho na Barra da Tijuca e ver de perto como estão as obras que foram feitas, quantas estão de pé, quantas foram destgruidas e quantas estão sendo aproveitadas pela comunidade. Um relatório minucioso de quanto foi gasto naquela época e quanto foi dado pelo governo através de suas empresas para o pessoal dar vexame na China.
Será que para a Copa do Mundo vamos ter uma fiscalização rigorosa do governo?
PS – TEM NOVAS FOTOS DE PEQUIM
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Voltando a realidade
Foi sem dúvida uma belissíma edição dos Jogos Olimpicos. A começar pela abertura que de tantas quantas tive a honra e o prazer de assistir foi a melhor. Não vi nada igual em nem uma das outras. Realmente os chineses quiseram mostrar ao mundo que a coisa aqui por estes lados estão realmente mudadas.
Em nem um momento – pelo menos eu – senti qualquer pressão para não fazer isto e aquilo. O povo fazia questão de nos ajudar. Noite dessas sem querer derrubei um copo de refrigente. Não foi nem um dos funcionários da loja que correram para me atender e sim uma senhora do povo que prontamente tirou de sua bolsa um lenço de papel e se prontificou a me ajudar. Foram atitudes como essa que me encantaram. Os taxistas não davam voltas com você só para poder ganhar um pouco mais.
Nas lojas – apenas para testar – muitas vezes dei dinheiro a mais e prontamente o excesso era devolvido. Sentia-se que a intençao era ajudar, facilitar. Nas compras sempre bem pechinchadas os vendedores faziam o possivel para agradar e deixar que você saisse satisfeito.
Nos restaurantes – eu tenho problemas com os “pauzinhos” – perguntavam se o galfo, a faca e a colher iriam ajuda-lo. No meu caso sempre. Foram por essas atitudes que gostamos de Pequim. Não sei se agora terminados os jogos a mascara vai cair.
O lixo, os mendigos a poluição a pobreza e tudo aquilo que faz da China um país emergente volte a tona. Tomara que não. É um povo trabalhador, organisado. Sinto um frio na espinha quando nossos interesseiros politicos jogam o anzol para o mundo pescar a idéia de fazer uma Olimpíada por estes lados. Sinceramente vamos passar vergonha, é só esperar pela Copa do Mundo de Futebol programada para cá depois do que vi de perto na Alemanha. Nosso mal é comer mortadela e arrotar perú.
Estamos de volta e a primeira imagem que temos são as favelas que ladeiam a marginal Tietê nos trazendo do aeroporto de Cumbica.
PS – VEJA NOVAS FOTOS
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Fazendo turismo
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Resolvi dar um tempo para vocês. Vou dar uma folga até o dia 30. Somente a Figurinha Carimbada será atualizada diariamente. Como já disse ninguem é de ferro. Essa ai é a famosa Muralha da China. Falaremos muito dela brevemente. Descançar é preciso. Enquanto isso se distraiam com os videos do arquivo.
A caminho da roça
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Tudo ou quase tudo que entra no IBC vai de volta para os países de origem. Com a Band e o Bandsports não foi e nem vai ser diferente. Os fios, as cameras, computadores, microfones, tudo vai de volta e a desmontagem desse material leva dias, tanto assim que o nosso pessoal da engenharia é o primeiro a chegar e o último a sair.
Esses monitores digitais que nos ajudaram aqui vão de volta. No brasil outras e mais importantes e duradouras batalhas estão reservadas à eles. Quem tambem ficou durante as Olimpiadas à frente deles retorna a base com a esperança de um dia poder colaborar tambem em outros eventos.
Logo logo tudo isso que demorou meses para ser erguido vai estar no chão. O material que fica na China deve ser utilisado em outra coisa, mas o dinheiro pago por ele jamais você verá de volta. O lucro dos organisadores está exatamente na venda dos direitos, dos patrocinadores, do que se usa, se aluga e se compra.
No mapa localizador, se pode deduzir pelos metros quadrados alugados por cada emissora o tamanho da cobertura que ela vai fazer.
Nos últimos dias, o correio do IBC volta a ficar movimentado. São as dedrradeiras mensagens, principalmente cartões postais enviados a familia e amigos. Esse movimento cresce nos primeiros e nos dias finais de grandes eventos – Copa do Mundo, Olimpíadas. É bem verdade que o preço dos selos e dos cartões alusivos ao evento são sempre de preços bem mais salgados do que o normal.
O “bandejão” que recebeu jornalistas do mundo inteiro muitos não gostaram dos menus apresentados – isso aliás é constante tanto em Copa como em Olimpiadas - embora tivessemos um variado tipo de comida. Talvez vez pelo excesso de pimenta com que os chineses costumam codimentar suas refeições é que os nossos coleguinhas andaram reclamando tanto. Sandwiches frios e quentes, refrigerantes, frutas, faziam parte tambem da variedade de alimentos.
Os caixotes devidamente embalados ficam aguardando nos corredores os tramites legais para poderem deixar o país. De acordo com a burocracia de cada um. Guias de importação e exportação são ou não necessárias conforme as leis locais e internacioanais.
O equipamento para as transmissões em “off tub” tambem retornam ao Brasil para serem aproveitados.
O material utilisado nos estádios nas posições de comentaristas, esses ficam e vão para a Africa onde a Copa do Mundo será disputada.
Agora com as malas arrumadas, os pacotes feitos, as caixas fechadas, pegamos o caminho da roça na certeza do dever cumprido.
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Nosso campo de batalha -4-
Chegamos finalmente a “posição de comentarista” que você paga por fora – alem dos direitos – para sentar lá e ficar no local da partida. Muitas vezes, esse sorriso desaparece antes mesmo de acabar a transmissão. Se o seu som esteve ruim, se o IBOPE esteve baixo, se alguma coisa não deu certo o sorriso desaparece.
Esse é o equipamento que encontramos para a nossa transmissão. O número 58 é o local a nós determinado pelos organisadores onde fica a Band e a Bandsports. Os tres microfones podem ser ligados e desligados apertando-se a tecla amarela. Nos botões vermelhos a comunicação é feita com o seu estudio e com o engenheiro no local. Os botões regulam a altura dos fones direito e esquerdo alem de diminuir ou aumentar o som ambiente. Fácil, não?
Do seu lado direito um monitor onde você acompanha toda a imagem que é gerada para o satélite inclusive com os replays que são anunciados por uma vez feminina – por isso é que a gente sempre acerta quando diz se você quer ver de novo – chamando sua atenção sobre o que vai acontecer.
Do lado esquerdo, um outro monitor onde alem de acompanhar os detalhes numéricos do evento, você pode tambem acionar as demais competições que estão sendo realizadas no mesmo instante com todos os tipos de informação atualizada segundo a segundo, detalhes que enriquecem a sua transmissão. Por isso, muitas vezes aquilo que falamos ou informamos vem desse monitor. A luz faz parte do equipamento, a agua foi graciosamente cedida pelos organisadores.
Desse local a sua visão é perfeita onde tambem ao vivo confere junto com os dois monitores tudo aquilo que diz respeito a transmissão. Nesta Olimpiada a nossa posição era uma das melhores bem no centro da quadra. Com visão para acompanhamento do publico existe um enorme placard eletronico com as mesmas funções do seu monitor esquerdo embora bem mais longe dele. Tem gente que teve a posição determinada em locais bem mais incomodo.
As vezes mais interessante que os jogos que estão sendo realizados são os shows de um minuto apresentados por malabaristas e dançarinas que se juntando aos mascotes dos jogos provocam e acende ainda mais a torcida
Das que estão presentes em quase todos os eventos a nossa é sem sombra de dúvida a mais alegre e descontraida de todas com aquela maneira bem brasileira de contagiar os que participam com ela na força a sua equipe.
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Por amis diferente que seja a lingua ou os costumes do adversário nossos torcedores se confraternizam deixando sempre um pouco de saudade. Novas amizades são feitas, hoje em dia com a internet a troca de mensagens entre eles é mais um elo de confraternização entre os povos mesmo que seja durante uma competição esportiva e mais do que nunca a frase faz sedntido: “O ESPORTE FAZ AMIGOS”.
Ninguem é de ferro
Claro, e todo mundo sabe, cobrir uma Olimpíada não é mole. São tantos eventos nos mesmos horários em locais diferentes que se você não fizer uma boa planificação, dança. É preciso ficar atento a todos os detalhes porque numa dessas alguma zebra acontece. Ficar fora de uma medalha em um esporte que o seu país participa é bronca na certa. Mas se você não der um tempo na correria cotidiana acaba se embirolando por isso uma vez ou outra fugir da rotina é essencial.
Há lugares tremendamente exóticos em Pequim. Escondidos em becos mal iluminados- mas seguros - você acaba descobrindo pequenos e simpáticos restaurantes de diversas culinárias. Pois foi nesse local que encontramos um “italiano” da melhor qualidade. Como nos paises civilizados a reserva é primordial. Chegamos na hora e por incrivel que pareça só nós estavamos lá. Boa comida, bom preço e mereceu recomandação para os amigos que seguiram o nosso conselho.
Ontem a noite depois de uma jornada de basquete masculino, o chinês que está conosco no mesmo apartamento nos convidou para um jantar típico da terra. Tudo no vapor, sem gordura, sem fritura, é como ele diz: muito saudável. Lá fomos nós. Dificil foi achar o lugar nem o mais esperto taxista de Pequim conseguiria chegar por menos de 43 “ferrinhos” deles, o que na realidade não foi muito, é só dividir por 4 qualquer preço de qualquer coisa, portanto esse taxi ficou em R$ 10,75, depois de andar pelo menos 40 minutos.
Um dos pratos servido em uma espécie de tigela de banbu destampada, com um pano sobre um suporte, tambem de bambu, que exalava vapôr em alta temperatura. Esses “bolinhos” feitos de farinha com recheio de camarão e carne de porco moida foram colocados um de cada vez em um pratinho com molho e saboreados um a um. Gostosos e muito saudáveis como disse o nosso anfritião.
Do lado esquerdo dessa foto voces podem ver as tais tigelas a que me referi. Saem da cozinha – limpissima – uma a uma para as mesas e tratadas com toda a higiene possivel. O trabalho de luvas e com mascaras é determinação do governo. Bem que poderia ser adotada dos nossos lados, pois esse negocio de “visite a nossa cozinha” parece que é só para os restaurantes de alta categoria, e já não está tanto em moda.
Na volta para casa o comércio aberto até as dez da noite, a porta da loja de artigos de terceira chamava a atenção com o “marketing da empresa”: um manequim vivo vestido de mandarim fazia com que aumentasse a freguesia. E lá fomos nós muito mais para a foto do que para compras.
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Depois de um estafante dia de luta o que a gente mais queria era sentir o aconchego do nosso lar chinês, embora o fuso ainda seja o nosso grande inimigo o corpo já pedia uma cama, mas antes um bate papo sobre os acontedcimentos do dia encerrava mais uma jornada, um dia a menos longe de casa e da familia, mas com a certeza do dever cumprido. Até amanhã.
Nosso campo de batalha -3-
Quem pensa que a briga por noticias, entrevistas e transmissões se limita ao IBC está redondamente enganado. Fora de lá abriga é maior ainda e os empresas de comunicação são o brigados a contratar carros com motoristas que conheçam os atalhos da cidade e que de preferência falem a nossa lingua o que aqui está sendo quase impossivel, razão pela qual a contratação de intérpretes foi necessária aumentando em alguns dollares a presença no evento.
Mas nem todos tem a felicidade de poder contar com uma frota de carros alugados a sua disposição. Esses são obrigados e encarrar os onibus – grátis – colocados pelos organisadores para transportar os jornalistas para os locais onde os eventos são realizados saindo de meia em meia hora ou de quinze em quinze minutos.
São muito confortáveis com ar refrigerado – sem ele seria impossivel ficar lá dentro – tem TV, uma voluntária que pode tirar suas dúvidas – na lingua deles – nem sempre sobre qualquer assunto. Apesar do cáus do transito chinês, esses veículos podem trafegar com mais rapidez por uma faixa especial - ”Olimpic Line” – que permite tambem a presença dos carros da mídia.
Depois de passar sua credencial por um sistema elêtronico onde acende uma luz verde se estiver tudo em ordem, uma severa revista no detector de metais, sua mochila é cuidadosamente examinada – Dr. Osmar teve dois isqueiros apreendidos na porta do estádio onde jogaram Itália e Camarões – você está livre para seguir ao seu lugar de transmissão, mas as discretas cameras cuidadosamente colocadas no trageto não o perde de vista nunca.
Antes de chegar a sua “posição” – local de onde você vai transmitir – os “voluntários” se apresam em querer ajuda-lo de qualquer maneira, embora muitas vezes ninguem entenda ninguem, nem mesmo por mímica. Procuram na sua credencial identificar de onde você é, e ai enrrola mesmo. Eles foram selecionados e treinados durante muito tempo. Sem salários, trabalham pelo lanche, pela condução e pela honra de ter ajudado a realizar a Olimpíada no seu país. Os que falam mais de uma lingua – o que é muito dificil – são os primeiros a serem chamados.
No trajeto que vai até o seu local de transmissão, você cruza seguidamente com policiais e volutários sempre muito sorridentes e dispostos a quebrar qualquer galho. No local dos eventos a segurança é feita pelo exército, fora é a policia civil, sempre muito elegantes com luvas impecavelmente brancas.
Não só os sanitários da imprensa para homens,mulheres e deficientes, é higienicamente bem cuidado, como tambem aqueles reservados para o público. Digo isso porque a primeira vez que fui ao ginásio de basquete peguei a entrada errada e tive que me socorrer em um desses impecavelmente e modernos banheiros onde ao se acercar do vaso sanitário a agua já começa a sair. Papel não falta e sabão liguido idem.
NO NOSSO CAMPO -4- O SOFRIMENTO AUMENTA
CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIA-LA
UM VIDEO INTERESANTE DE UMA TURMA QUE ADORA FARWEST
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