O QUE VALE É O RESULTADO
29 de março de 2008Pessoal, foi exatamente o que eu pensava. Quando bolei a enquete” Voce prefere ver a Seleção jogando mal e ganhando ou bem e perdendo”, tinha quase certeza que o resultado seria o que realmente foi: mal e ganhando. Tá na cara que o torcedo brasileiro da Seleção, já não está se importando muito com a beleza do espetaculo que estavamos acostumados a dar. Hoje a molecada quer mesmo é bola no barbante não importa de que geito seja. Se voce jogar mal, tomar um baita baile da Argentina mas no final a gente enfia tres, quatro, mesmo que seja um só mas ganhamos o jogo, estamos com a alma lavada, e não é só contra a Argentina, contra qualquer adversário da Seleção. Quem viu contra a Suécia quarta feira – é bem verdade que estavamos sem meio time – se conformou com aquele magro 1 a 0, e se não fosse o Pato poderiamos até ter empatado.Mas não jogamos nada e o que ficou para a história foi o resultado. A gente tem que acabar com essa mania de jogar bonito. Em 82 na Espanha a seleção do Telê é lembrada até hoje, mas quem ganhou as glórias foi a Italia, e olha que naquele tempo a gente jogava paca. Por isso pessoal, o que vale mesmo é o resultado.
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NÃO VÃO ME ESTRAGAR O PATO
28 de março de 2008Pessoal, ja´vi muitas vezes a nossa gloriosa crônica esportiva endeusar tanto um jogador que depois de tres ou quatro apresentaçõees fracas acabarem com a carreira. Pelé foi um que chegou a dizer muitas vezes que fulano ou beltrano seria o seu substituto. A nossa imprensa espacializada tem tanta pressa de fazer idolos que os acaba destruindo antes da hora. A estrea do Pato da Seleção Brasileira já criou um alvoroço danado. Porque quando jogou pela primeira vez no Internacional, fez um gol assim, no Milan foi um gol assado e na Seleção então foi um gol de genio.A Globo como sempre dentro dos seus exageros, resolveu colocar no jogo contra a Suécia “uma camera exclusiva” só para acompanhar os passos do Pato. Esse tipo de bajulação para um adolecente de 18 por melhor que seja a sua cabeça fica na realidade uma “alcachofra”. E assim foi com tantos outros. Robinho, Diego, Ronaldinho, Ronaldo, isso ultimamente, sem contar aqueles que passaram por aqui e por terem sido crucificados pelos coleguinhas resolveram baixar em outro centro. Para não falar só do futebol já imaginaram o peso que está na cabeça do Felipe Massa na Formula 1? O que aconteceu co o Barichelo quando estava na Ferrari? Gente a pressão dos “especializados” não é mole. O coitado do Massa depois da primeira corrida se for pelo palpite dos entendidos já está demitido. E assim é. A Imprensa Esportiva do mesmo modo que glorifica, sacrifica. Esperamos que com o Pato pelo menos que tenham um pouco mais de paciência.�
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DIARIO SECRETO DA COPA DE 58 – IV -
27 de março de 2008Pensamos em várias côres, porém, subitamente, voltamos os olhos para os céus, pedindo a ajuda de Deus e de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Estava tudo resolvido – continua o dr. Paulo de Carvalho – azul seria a côr da nossa camisa. “Porque azul , dr. Paulo ?” perguntaram-me muitos e eu apenas respondia que o azul era uma côr muito bonita. Hoje posso contar: azul por dois motivos: a côr do Manto da Padroeira do Brasil, e pela coicidência dos triunfos… Como coicidência ? Sim. Em 1930, o Uruguai foio campeão com a “celeste” (azul) em 1934 foi a Itália, o mesmo acontecendo em 1938, com a famosa “azurra”. Em 1950, na trágedia do Maracanã, os uruguaios voltaram a vencer com a “celeste”. E se vencessemos em 1958 com a camiosa azul ? E não é que deu no que deu. Por isso jogamos com a camisa azul… Naquela tarde fosse qual fosse a côr da nossa camisa, mesmo que fosse sem camisa, nós seriamos campeões, porque estavamos embuidos desse ideal, porque estavamos preparados para tudo e tal era a nossa superioridade que passamos pelas oitavas, quartas e semi-final sem nos atemorizar-nos, e porque na final, não seria a côr da camisa que impediria o nosso triunfo. E assim em 1958 a tradição proseguiu; o campeão vestiu azul.�
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DIARIO SECRETO DA COPA DE 58 -III -
26 de março de 2008Por que trocamos a côr da camisa na final da Copa de 58 ? Dirão que não tendo a amarela – descartada pelo fato da Suécia ter essa côr de camisa – logicamente poderiamos jogar com a camisa azul. Mas não é isso. Por que então, não jogamos com a camisa branca ? E porque não com a verde ? O certo, é que não houve complexo de côr da camisa. Naquele tempo não havia a organisação de hoje e deveria ter havido um sorteio para ver quem jogava com que côr de camisa. Infelizmente os nossos amigos da FIFA assim não agiram conosco, ou se o fizeram, deram margem para que desconfiassemos. Deveria ter sido um gesto elegante por parte da Suécia deixar os visitantes jogarem com o seu uniforme número um, pelo menos é o que mandava a boa educação, mas assim não foi. Quando nos preparavamos para sair de Hindas no trem das 14,45 com destino a Goteburgo onde chegariamos as 18, 45 horas daquele sabado dia 28. A delegação já tinha viajado de avião, no mesmo que voltariamos com eles. A recepcionista do hotel chama o administrador José de Almeida é informado que apesar da ausência dos dirigentes brasileiros, dr. Murguel e Abilio de Almeida no “sorteio ” das camisas, o Brasil vai ser obrigado a mudar a côr da sua camisa justamente no jogo final da Copa do Mundo. Um verdadeiro desfile colorido começou a passar em nossa cabeças. – Por que a camisa azul? Vem ai o IV episódio
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QUEM É O CARA ?
25 de março de 2008Vá para o blog e comente no post.
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DIARIO SECRETO DA COPA DE 58 – II -
Pessoal, é apenas para que o tempo não apague e para os de hoje não deixarem nunca de lembrar aqueles que começaram a dar “cara de gente” e respeito ao futebol brasileiro a 50 anos. Vejam bem, naquele tempo já se falava em psicologo na seleção, o que hoje em dia muita gente combate, mas quando algum jogador tem problema de cuca corre logo atrás. Chefe, com direito a preleção depois do técnico, Paulo Machado de Carvalho, ténico Vicente Feola, supervisor Carlos Nascimento, administrador José de Almeida – trabalhava no Fluminense um dos times mais organisados da época – Paulo Amaral preparador físico, Hilton Gosling médico, Mario Trigo dentista, João Carvalhaes psicologo, Mario Américo massagista, Chico de Assis roupeiro. Muita gente não gostou muito do time e começou então a “guerra” : Rio x São paulo. Sem se incomodar muito com o que diziam Dr. Paulo limitava-se a dizer: -”Não nos causa mal o que falam de nós mentindo”. Ao final de cada preleção do técnico Vicente Feola, Dr. Paulo se dirigia a toda Comissão Técnica antes dos jogos: “Meus amigos, meus irmãos da Copa do Mundo, nós viemos aqui para ganhar e vamos ganhar”. Feito o Sinal da Cruz todos iam para mais uma vitória. No capitulo III, porque a camisa azul e não a branca ?
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DIARIO SECRETO DA COPA DE 58 – I
23 de março de 200850 anos da primeira conquista importante do futebol brasileiro serão comemorados no amistoso de quarta feira em Londres. Talvez a juventude de hoje não tenha conhecimento quem foi o responsável por esse feito. Em livro escrito por Paulo Machado de Carvalho, em 1959 – rarissimos exemplares existentes – tenho um com carinhosa dedicatória que vou transcrever para voces em saborosos capitulos. “Manhã quente de março na sede da Confederação Brasileira de Desportos, na rua da Quitanda, no Rio de Janeiro. O comandante em chefe do futewbol brasileiro estava sendo aguardado com imensa expectativa. Milhares de ouvidos liagados as transmissões das emissoras cariocas. Uma centene de pares de olhos, tambem aguardavam com ansiedade o inicio da reunião. João Havelange chegoui impassivel bem a seu estilo, para coordenar o plano “Barco da Vitória”. Sorriu para os que eram seus amigos e aumentou a rasgadura da boca para uma risada superior aqueles que estavam sempre de tocaia. Pereira Lira, o coronel dirigente e jornalista, tinha revindicações. Havelange deixou que lessem seus planos e dissecassem como desejav am, e respondia as seu modo as perguntas numa calma imperturbavel, que chegava a irritar os famosos e sempre presentes “do contra”. Terminada as ponderações, o coronel Pereira Lira achou que tudo deveria estar sob o seu comando, Havelange continuou firme no seu ponto de vista: o plano estava ali. Falou-se até em homem de campo e chegaram a pensar que seria um lavrador. Falou-se em psicólogo, e muita gente chegou a gargalhar. Terminada a reunião Havelange renunciou a supervisão do plano deixando-a a Carlos Nascimento e seguiu diretamente para São Paulo onde deveria encontrar-se com outras figuras que tambem já tinham conhecimento do plano.”Não perca as emoções do capitulo II.
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