Tecnologia ao vivo
26 de dezembro de 2009Quem falou que a tecnologia não pode ajudar o futebol. Pode e eu provo porque foi comigo.
Convidado para apitar um jogo beneficiente lá fui eu com 75 anos para a Arena Barueri ajudar a Rede TV e os Amigos do Cafu.
Em péssimas condições físicas e por condições técnicas – o microfone na minha blusa só funcionaca de um lado – corria pouco, claro com medo de alguma surpresa física.
Eu na intermediaria, o lançamento em profundidade para o Ronaldo.
Partiu em direção a grande area perseguido pelo Leonel.
Vi que jamais conseguiria chegar nem a 15 metros do lance.
Continuei andando e agora olhando para o telão que transmitia o jogo para a Arena.
O Leonal entrou por trás e fez penalti que eu jamais poderia ter marcado não estivesse olhando para o telão que me ajudou a acertar na marcação da penalidade e o cartão amarelo para o Leonel.
Quem disse que a tecnologia não pode ajudar o futebol ao vivo?
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Batismo na Neve
5 de dezembro de 20091978. Esse foi o meu batismo internacional como narrador. A Seleção estava na Europa e tinha ido para a Arabia Saudita sem possibilidades de transmissão pela tv.
Luciano do Valle, Sergio Noronha e Helio Ansaldo resolveram alugar um carro, ir para a Suiça cruzando toda a Alemanha, Holanda, Austria e encontrar a Seleção em Milão, ultimo jogo do giro.
Com 44 anos de idade nunca tinha visto neve “ao vivo”.
Quando deixavamos a Alemanha depois de visitar o campo de concentração de Dachau e iamos subir uma bem pavimentada estrada germanica, deparamos com flocos de neve a beira da rodovia.
Pedi para parar o carro – o Luciano estava guiando – saltei e fiz o meu batismo na neve: UMA TRMENDA MIJADA !
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O Boné chinês!
29 de agosto de 2009Outro dia apareci no programa “Por dentro da bola” com um boné que causou sensação.
De fabricação chinesa do tipo que eles usavam na época de Mao Tse Tung.
O dito cujo foi comprado em uma feira livre de Bologna enquanto o Juarez Soares cortava o cabelo, como se naquela época cortar o cabelo na Europa fosse coisa barata.
O “China”- como ele é conhecido – quando não tinha o que fazer nas viagens inventava as coisas mais incriveis para fazer como essa de cortar cabelo, ir a manicure, fazer massagens, comprar terno feito e outros absurdos.
Juarez sempre foi um excelente companheiro de trabalho e de viagem. Precisamos nos ver com mais freguência.
Jornalista é assim mesmo, só se encontra em enterro ou casamento.
* * *
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No colo do Pedro
22 de março de 2009Foi nessa estação de trem na Alemanha – como sempre não sei a data – que na companhia de Pedro Luiz, Osmar Santos e Henrique Guilherme, seguiamos a Seleção Brasileira em mais uma excurção pela Europa.
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Tudo acomodado, lugares marcados. Só que ninguem esperava que durante a viagem entrasse um bando de alemães completamente embriagados sem a cerimônia, um deles por falta de lugar fosse se sentar exatamente no colo do nosso Pedro, que não tinha muito o hábito de viajar de trem e ficou deverás horrorisado com aquele ato para ele de “vandalismo.”
Engolindo mariposa
19 de fevereiro de 2009Por favor não me peçam data, sou um cara completamente desligado desse negocio. Sei que estavamos no Paraguay transmitindo um Sub-20. Eu na Record e o Oliveira Andrdade pela Globo.
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Como sempre muito calor. A noite o festival de mariposas – insetos – desfilam por diante de nossas cabines. As luzes e a falta de uma janela permitiam que elas voassem sem nem uma cerimonia. Com toda a emoção e aquele vozeirão que só ele tem, Oliveira ao abrir a boca para narrar um gol teve a ingrata surpresa de sentir entrar pela boca a dentro um daqueles insetos. Ao contar o fato depois do jogo no jantar foi uma gozação só. Hoje ao lembrar o fato o “Zorro” - apelido do Oliveira – ainda sente nauseas.
Carecone
24 de janeiro de 2009Sinceramente não me lembro o ano. A única relação com a época é que o Careca fazia um garnde sucesso no São Paulo, tanto que depois foi vendido ao Napoli.
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Durante as transmissões nos jogos do São Paulo eu abaixava a calça e fica perguntando ao bom Pedro Luiz se ele já tinha visto o careca de perto. Ele sempre muito sério continuava o comentário sem nem um sorriso nos lábios. Pensando bem acho até que era uma falta de respeito para aquele que foi o melhor locutor de rádio do Brasil. Molecagem.
Despedido a bordo
31 de dezembro de 200827 de fevereiro de 1977. Eu estava no mesmo avião que trouxe o técnico Oswaldo Brandão da Colombia depois de um empate pelas eliminatórias da Copa de 78. Brandão era o técnico do Brasil, mas sua queda era carta marcada. Quando o avião desceu no Rio de Janeiro, o diretor da CBF, André Richer, entrou no avião e sentou-se ao lado de Brandão para avisá-lo que ele não era mais o técnico da Seleção.
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No desembarque em São Paulo, o “maestro” procurou a mim, a Vital Bataglia e a Juarez Soares: –Eu acho que estou deixando a Seleção, mas não quero que vocês dêem a notícia. Eu ainda vou falar com o presidente da CBF – Almirante Heleno Nunes – e ver o que acontece. Ninguem deu a notícia e em uma coletiva a noite na casa do técnico ele comunicou o seu desligamento. Tremenda sacanagem.
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