Balançou mas não caiu
6 de setembro de 2008
Nosso Caetano, gaucho de boa sepa, não deixou barato depois do jogo contra o Chile, achando que após o resultado todos os brasileiros deveriam ter ficado contentes. Não seria preciso perguntar, já que pela primeira vez nessas eliminatórias o time jogou razoavelmente bem.
Mas o que mais me chamou a atenção foi exatamente o empenho de alguns jogadores – aliás como pedia o presidente Lula e a maioria dos companheiros – que ao perderem a bola lutassem para reconquista-la, isso foi feito por grande parte, principalmente aqueles que se encontram em boa forma física.
Não vi isso no Ronaldinho, muito pouco no Robinho, em compensação Diego, Luiz Fabiano, Josué, Lucio e Luizão as vezes exageravam na dose, tanto assim o elevado número de cartões amarelos.
Não importa, o que realmente deu para notar foi a união do grupo que chamado as falas até pelo Presidente foi com outra postura diante de um adversário que apesar de ser freguês chegou a incomodar e só não sairam na frente por pura falta de sorte, deles.
Nosso Dunga apesar das pressões que vem sofrendo está balançando e só os bons resultados poderão dar a ele a efetivação no cargo, muito embora o looby para Luxemburgo seja tão forte quanto o poder de barganha da Traficc junto a CBF.
Caro Sílvio Luiz, como não concordar com você e o gaúcho que você citou? Depois do jogo com o Chile (que não foi uma exibição primorosa, mas jogou bem) fiquei matutando meus miolos, lembrando de alguns elementos bem peculiares da nossa cultura futebolística, que ronda desde torcedores anônimos até expoentes da grande mídia esportiva, como um Galvão Bueno. Primeiro, fala-se muito que basta mostrar o “verdadeiro” talento brasileiro que as coisas se resolvem. Se isso fosse verdade, não teríamos perdido para a Argentina e não precisaríamos jogar com raça até exagerada contra o Chile (se o juíz fosse um pouco mais corajoso teria expulsado pelo menos mais dois canarinhos). Acontece (e isso os argentinos e uruguaios sabem muito bem) que futebol não é só talento ou mérito. “Futebol não se merece, se ganha”, já dizia em algum momento o Maradona, a propósito da vitória da Argentina sobre o Brasil na copa de 90. Segundo, a mania quase instituída no imaginário de se culpar o técnico. Troca-se o técnico e as coisas se resolvem. Se o Brasil em algum momento se descobrir como legítimo país latino-americano (não só no futebol) vai entender que para ganhar de chilenos, uruguaios, argentinos, tem que jogar como eles jogam e deixar (aí, sim) que a técnica do jogador brasileiro faça a diferença. O Luis Fabiano para mim sintetiza o ideal do craque que vive inspirado e transpirando. Se esse homem não é craque, não sei mais o que é ser craque. Digno rapaz latino-americano, que não precisa aparecer a não ser com o seu grande futebol e sua grande fibra. É isso. Abração Silvio
SILVIO RESPONDE *
MOACIR, A GENTE NÃO PREC ISA IR MUITIO LOLGE, A FOFÃO QUE ENCERROU BRILHANTE CARREIRA NO DOMIONGO É SIM UM EXEMPLO DO QUE DEVEM FAZER OS NOSSOS BARBADOS E MILIONARIOS JOGADORES DE FUTEBOL. ABS
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