HOMENAGEM
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AGUA DE SALSICHA
Vem ai mais um pacote de campeonatos regionais.
Desde a muito tempo eu me pergunto: para que eles servem?
Tem gente que acredita servirem para os “pequenos” não morrerem de fome.
Para outros, para que o interior não se esqueça dos “grandes”.
Para mim, eles só tem valor para os que estão no “nacional” se prepararem para o dito cujo.
É exatamente na disputa regional que os técnicos aproveitam para poderem avaliar a qualidade do grupo.
Antigamente, a “copinha” – quando ela não era um balcão de negocios – revelava um número muito maior de jovens valores.
Hoje ela é muito mais um torneio politico do que esportivo.
Infelizmente o idealizador da Taça São Paulo de Futebol Juvenil já não está entre nós.
Fabio Lazzari, na Secretaria Municipal de Esportes, percebeu que nas férias dos jogadores o calendário oferecia a oportunidade do torneio.
Os gulosos – Federação e TV – vislumbraram ai um bom negocio, que acabou virando nesse circo que está ai.
Um futebol de quinta categoria que de revelação não tem mais nada.
Até a TV tira sua casquinha no torneio. Faz dele tambem uma parte da sua “grade”.
O ápice acontecia na data da fundação de São Paulo em uma grande festa.
Agora, com a mistura do regional, a “copinha” acaba sendo esquecida.
Uma pena, pois o nosso Fabio jamais poderia imaginar que sua idéia fosse se transformar na barafunda juvenil.
Nem para reforçar os times ela está servindo.
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CASA DE MARIMBONDOS
Todo ano, seja no inicio, no meio ou no fim tem escandalo na arbitargem.
O que mais de chama a atenção é que o cara só grita quando a rosca aperta.
Enquanto está lá por maior que seja o escandalo nunca aparece, nunca diz nada.
Vem agora ai mais um o tal de Gutembergue – que tinha até escudo da FIFA – dizer que foi isso e foi aquilo.
Ora, por que a denuncia não foi feita quando da primeira vez que se achou precionado?
Só depois que perdeu o distintivo pos boca no trombone?
Se por diversas vezes – dito por ele - acho que o recado era esquisito, porque ficou quieto?
Não é a primeira e nem será a última que fatos lamentáveis como esse acontecem no apito tupiniquim.
Deve vir muito mais por ai, é só apertar um pouquinho.
Agora, tirar o escudo do cara sem pelo menos se interrogar o seu Sergio Correa é covardia.
O escandalo enquanto apurado deve por em dúvida os dois lados, quem acusou e quem está sendo acusado.
Mas com a CBF a coisa é mesmo nessa base.
Ela espera que o tempo passe e que a coisa seja esquecida como tantas outras já foram.
Vai ficar o dito pelo não dito.
Sempre foi assim e assim será.
O Gutembergue vai ficar sem o escudo e o Sergio vai continuar fazendo o que bem entende, mesmo porque se forem mexer nesse vespeiro muita gente boa vai sair mordida.
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FELIZES FESTAS
Todo ano ele volta trazendo no saco as esperanças renovadas
de um novo ano que se aproxima.
E que em mais essa sua chegada tenhamos a saúde e a paz que
pedimos e merecemos.
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DIZE ME COM QUEM ANDAS
Não sei porque depois que o Magrão foi, fiquei meio “xumbrega”.
Pasou um filme na minha cabeça – em branco e preto é claro – uma volta ao passado.
Ao passado e aos bons tempos.
Quando “a escola era risonha e franca”.
Quando os homens da bola só pensavam em jogar bola.
Hoje a coisa mudou, e para pior.
O pessoal da bola descobriu que ela é traz grana, e muita.
Até gente que deve tudo a ela se vende.
Enterra o passado e se junta a quem fez da bola uma escola de escandalos.
Nem mesmo as farpas trocadas impedem uma união que jamais pensei que fosse acontecer, tais foram os impropérios trocados.
Os espertalhões fazem dos “laranjas”serviçais para qualquer tipo de negocio, principalmente quando o ganho pode ser irmamente dividido.
No meu filme em branco e preto, no tempo do Dr. não tinha laranja.
Os “negocios”eram para o bem comum.
Assim foi a Democracia Corinthiana.
A revolução no modo e na maneira de se tratar os que sabem de bola.
A cartolagem daquele tempo tinha até preconceito e mêdo dos jogadores mais elucidados que comandados pelo DR. usavam os direitos suadamente adiquiridos.
Hoje, o que a bola deu de sobra, não ensinou a certas pessoas que juntar-se ao um corrupto pode ser o fim de um império construido com sacrificio que pode acabar em arrependimento.
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DIGINIDADE
Acabou de descobrir uma coisa rara no futebol brasileiro.
Uma coisa que tinha desaparecido: DIGNIDADE!
Para ser mais preciso é a tal de “vergonha na cara”.
O que o Vasco fez esse ano há muito tempo nem um time brasileiro fez.
Depois de con quistar a Copa do Brasil, ganhou o direito de ir para a desejada Libertadores.
Quando isso acontece por estes lado, muitos desistem do Campeonato Brasileiro.
O Vasco não. Segue com a vergonha de quem ainda tem muito a conquistar.
Isso sem contar com a participação na Copa Sulamericana.
O Vasco pode até não ser campeão brasileiro, mas o título de campeão da vergonha e da dignidade é dele.
É preciso no entanto um pouco de reflexão.
Se o AVC do técnico Ricardo Gomes foi o preço para tudo isso, sem dúvida um preço muito alto e muito caro para ser pago.
A forçada saida fez com que o grupo se unisse ainda mais.
Ricardo chegou e colocou a casa em ordem, e mostrou que a Copa do Brasil não era o bastante para ele.
E assim foi feito.
Cristovam – seu fiel escudeiro – seguiu os passos do mestre, e está ai o Vasco da era Dinamite.
Que as atuações do Vasco em 2011 sirvam de exemplo aos que se contentam com pouco.
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RECEITA PARA UM TITULO
Em menos de 15 dias vamos saber quem leva esse caneco.
Talvez tenha sido o brasileiro mais disputado. Não lembro de nem um outro.
Para se ganhar um título existem dois ingredientes: sorte e time.
Nem um dos dois candidatos possue.
Um tem a sorte.
O outro o time.
Ai você me pergunta: quem é quem nessa parada.
Eu respondo: o Vasco tem time e jogo, e o Corinthians, sorte. Muita sorte.
É facil comprovar isso.
Façam um retrospecto do todo o campeonato e tirem as dúvidas.
Quantas vitórias o Corinthians- inclusive a última contra o Atlético Mineiro - conquistou na base da sorte? Aquelas onde parecia que tudo estava perdido- inclusive em casa - e num vislumbre de sorte a coisa mudava.
Já imaginaram o Vasco, jogando o que está, com o time que tem e a sorte do Corinthians?
Se isso tivesse acontecido já estaria a muito tempo com a faixa no peito.
Mas como disse, é quase impossivel um campeão conseguir reunir tudo isso.
Nas esquinas da vida, a maioria das vezes a sorte vence a competência.
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